Metade da população sofre de nomofobia, o pânico de perder o celular

Você já ficou desesperado ao perceber que esqueceu o celular ou smartphone em casa, e que vai ficar desconectado do mundo o dia inteiro? Se sim, saiba que você não está sozinho. Uma recente pesquisa feita pelo provedor de serviços SecurEnvoy garante que a grande maioria dos usuários de dispositivos móveis sofrem de nomofobia, o medo de perder o celular.


Foram entrevistadas aproximadamente mil pessoas no Reino Unido, e os resultados são alarmantes. Dois terços dos voluntários (66%) temem perder ou ficar sem o seu celular.

O nome da fobia vem do termo inglês "No-Mo" ou "No-Mobile", e é descrita como "o medo ou sensação de angústia quando alguém se vê impossibilitado de se comunicar com os outros devido à ausência do seu celular ou smartphone".

A patologia foi descoberta recentemente na Inglaterra, onde 50% da população possui pelo menos um celular. A fobia também inclui a ansiedade que o usuário sente quando fica sem sinal em um intervalo entre duas torres de celular. Normalmente isso se reflete em seu comportamento, com gestos que buscam uma melhor recepção de sinal - algo que, na maioria das vezes, não funciona.

A nomofobia é algo crescente no Reino Unido. Nos últimos quatro anos a patologia cresceu 13% entre os usuários, que se sentem cada vez mais presos e dependentes dos seus smartphones.

As mulheres são as mais preocupadas (70%, contra 61% dos homens). Além disso, de acordo com o diretor de tecnologia e cofundador da SecurEnvoy, Andy Kemshall, os homens eram os que mais sofriam de nomofobia em 2008. Hoje, eles são 11% menos propensos a levar dois celulares nas suas atividades diárias que as mulheres.

A fobia afeta mais os jovens. Dos entrevistados com até 25 anos, 77% relevaram o temor de ficar sem seus telefones. Já os com idades entre 25 a 34 anos compõem o segundo grupo mais propenso à nomofobia, e os usuários com mais de 55 anos compõem o terceiro.

Em seu relatório, a SecurEnvou também fez menção a um recente estudo publicado pelo Instituto de Tecnologia da Informação de Helsinki, que descobriu que as pessoas checam algum tipo de informação em seus telefones 34 vezes por dia, em média.

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